ESPICULA SENTINELA EM PACIENTES COM EPILEPSIA DO LOBO FRONTAL (ELF)
A Cukiert, JA Burattini, JO Vieira, PP Mariani, C Baise, C Baldauf, M Argentoni, L Frayman, VA Mello, L Seda, RLB Camara, PRS Mendonça.
Serviço de Cirurgia de Epilepsia, Hospital Brigadeiro e Clínica de Epilepsia de São Paulo, São Paulo-SP, Brasil.
INTRODUÇÃO: Pacientes com suspeita de ELF e RNM normal são freqüentemente submetidos a registros invasivos para definir sua área epileptogênica. A cobertura com eletrodos invasivos pode ser unilateral, mas é freqüentemente bilateral devido à presença de intensa sincronia bilateral secundária. Uma espícula generalizada sentinela (EGS) é freqüentemente vista precedendo o início ictal nesses pacientes.
MÉTODOS: Onze pacientes com suspeita de ELF e RNM normal foram submetidos a registros invasivos usando extensa cobertura com eletrodos subdurais (6 implantes unilaterais e 5 bilaterais). Em 5 pacientes foram observados uma EGS precedendo o início ictal. O padrão mais prevalente de início ictal foi um ritmo teta recrutante (7/11). A fenomenologia clínica ictal foi síncrona com o início ictal no ECoG e não com as espículas sentinelas. Todos os pacientes foram submetidos à extensa ressecção do lobo frontal.
RESULTADOS: Cinco dos 6 pacientes sem EGS ficaram livres de crises após a cirurgia. Somente 1/5 dos pacientes com EGS ficaram livres de crises após a cirurgia, embora todos eles tenham obtido redução da freqüência de crises em pelo menos 80%. Não houve morbi-mortalidade.
CONCLUSÃO: EGS é mais freqüentemente vista durante a ECoG. O vídeo-EEG de superfície raramente a define de forma adequada. A presença de EGS parece correlacionar-se a um prognóstico pobre em relação ao controle das crises no pós-operatório e pode corresponder a uma epileptogênese mais difusa.
|