Trabalhos em congressos

REOPERAÇÃO TARDIA EM DOENÇA DE CUSHING

Mario Andrioli, Arthur Cukiert, Jayme Goldman, Marcia Nery, Luis R. Salgado, Mirta Knoepfelmacher, Bernardo Liberman, Fernando Pimentel.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP

Cerca de 60-70% dos pacientes portadores de doença de Cushing atingem remissão do hipercortisolismo após cirurgia transesfenoidal. No entanto, 15-50% dos mesmos rescidivam após seguimento longo. Relatamos 4 pacientes operados em outro serviço há no mínimo 2 anos e que foram reoperados. Em todos havia ressonância magnética sugerindo rescidiva tumoral e ausência de sinais de infiltração de seio cavernoso. Três deles haviam entrado em remissão pós-operatória e um não remitiu, após a cirurgia primária. Os 4 pacientes foram reoperados por via transesfenoidal (a mesma via da cirurgia primária). Três pacientes entraram em remissão pós-operatória, incluindo aquele paciente que não havia remitido na primeira cirurgia. Um dos pacientes não apresentou nova remissão. Não foi encontrado tumor neste paciente que não remitiu, somente conteúdo líquido. Em 2 encontrou-se tumor secretor de ACTH à imunohistoquímica. Em um dos pacientes que remitiu também não foi encontrado tumor. Mesmo anos após a cirurgia primária pode ocorrer remissão do hipercortisolismo após segunda cirurgia transesfenoidal. A presença de tumor visível à ressonância magnética bem como ausência de infiltração radiológica de seio cavernoso parecem ser sinais de melhor prognóstico.

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