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REMISSÃO ENDÓCRINA APÓS APOPLEXIA EM MACROTUMORES PITUITÁRIOS.
Knoepfelmacher M, Jacomossi A, Barros L, Apfelbaum P, Salgado LR, Pimentel F, Cukiert A, Liberman B, Nery M, Goldman J.
Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo-SP e Disciplina de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da USP.
A apoplexia pituitária é fenômeno relativamente raro e mais frequente em macroadenomas do que em microadenomas. Pode ou não ocorrer redução do tumor mas a cura endocrinológica espontânea é bastante rara. Relatamos 2 casos de pacientes com macrotumores pituitários secretores que sofreram apoplexia e curaram. CASO I : P.P. , de 22 anos, era portadora de doença de Cushing diagnosticada clínica e radiologicamente. A RMN mostrava macroadenoma com pequena expansão supra-selar, deslocando a pituitária superiormente. Enquanto aguardava cirurgia, teve episódio de cefaléia súbita e vômitos, após o que evoluiu com remissão endócrina. Como a RMN ainda sugerisse presença de tumor, realizou exploração pituitária por via transesfenoidal, onde foram encontrados somente fragmentos necróticos, sem tumor viável. A paciente persiste em remissão 1 ano após o episódio ictal. CASO II : M.S.L., 27 anos, portador de acromegalia e RMN mostrando macroadenoma com expansão supra-selar e intraesfenoidal. Durante a realização de teste com LHRH apresentou intensa cefaléia e vômitos, sem alteração do quadro visual. TC e RMN demonstraram apoplexia pituitária, sendo então tratado com glicocorticóides. Evoluiu com diabetes insipidus que reverteu em algumas semanas. RMN seriadas demonstraram a redução ampla progressiva do tumor. Os níveis de GH pré-apoplexia eram de 500 ng/ml e de IGF-1 de 1271 ng/ml. Após 9 meses, os níveis de GH são de 0,8 ng/ml e de IGF-1 de 526 ng/ml. Apesar de rara, cura após apoplexia de macrotumores pode ocorrer. |