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DESVIO DA HASTE HIPOFISÁRIA EM DIREÇÃO AO TUMOR.
Luis R. Salgado, Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Jayme Goldman, Marcia Nery, Mirta Knoepfelmacher, Bernardo Liberman, Fernando Pimentel.
Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP
O diagnóstico clássico de microadenoma inclui a presença de desvio da haste para o lado contrário ao tumor, erosão selar localizada e massa intra-selar de captação distinta da glândula normal. Descrevemos 4 pacientes portadores de microadenomas e que possuíam imagem de ressonância magnética que incluía o desvio da haste PARA O LADO do tumor. Todos os pacientes eram portadores de Doença de Cushing e 3 deles já haviam sido operados previamente em outro serviço. Nestes pacientes que já haviam sido operados, notava-se a presença da glândula na hemisela contrária ao tumor, e a presença do resto tumoral de espessura menor que da glândula na outra hemisela e a haste deslocada em direção ao tumor. Nesta situação, parece ter havido remoção de tumor na cirurgia inicial, quando então a haste desviou-se na direção da hemisela esvaziada, fixando-se nesta posição. Com a rescidiva tumoral, a haste aparece nesta mesma posição, apontando para o tumor, já que a mesma encontra-se fixa (fixação pós-operatória). No quarto paciente , o achado intraoperatório correspondeu a tumor com componente cístico (pós-necrótico) e sólido. Possivelmente tratava-se de adenoma apoplético com cavitação, sendo que a haste desviou-se como retração após diminuição do volume tumoral pós-apoplexia. Haste desviada para o outro lado do tumor persiste como bom parâmetro para localizar microadenomas. No entanto, em situações especiais (apoplexia tardia, pós-operatório) o oposto pode ocorrer. |