Trabalhos em congressos

ADMINISTRAÇÃO DE GLICOCORTICÓIDES NO INTRA- E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS TRANESFENOIDAIS:
QUANTO É REALMENTE NECESSÁRIO?

Fernando Pimentel, Arthur Cukiert, Mario Andrioli, Jayme Goldman, Marcia Nery, Luis R. Salgado, Mirta Knoepfelmacher, Bernardo Liberman, Angelo Jacomossi.

Serviços de Neurocirurgia e Endocrinologia do Hospital Brigadeiro, São Paulo SP

A administração de glicocorticóides durante e após cirurgias tranesfenoidais tem sido preconizada em pacientes portadores de deficiência pré-operatória de cortisol ou portadores de doença de Cushing. Entretanto, uma quantificação das doses administradas ainda não foi criteriosamente documentada, bem como não o foi a definição da real quantidade necessária nestes procedimentos. Avaliamos a excreção urinária diária de cortisol em 20 pacientes portadores de tumores da região selar (10 com doença de Cushing, 5 com acromegalia, 1 com craniofaringioma, 1 com macroprolactinoma 3 com tumores não-secretores) submetidos à abordagem transesfenoidal. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: Grupo I (n=12), pacientes que receberam glicocorticóide (300-500 mg de Flebocortid incluindo o período intra-operatório e os 2 primeiros dias pós-operatórios) e Grupo II (n=8), pacientes que não receberam glicocorticóide. As médias dos cortisois urinários ((g/24h) para os Grupos I e II foram respectivamente: no pós-operatório imediato, 9828 e 793; no primeiro dia pós-operatório, 4013 e 259; no segundo dia pós-operatório, 1240 e 141; no terceiro dia pós-operatório, 191 e 79 e do quarto ao sétimo dia pós-operatório, 58 e 74. A excreção urinária de cortisol foi aproximadamente 12 vezes maior nos pacientes do grupo I do que no grupo II. Os dados sugerem que as doses de glicocorticóide usualmente utilizadas em cirurgias transesfenoidais podem ser consideradas excessivas e devem ser revistas.

© Clínica Neurológica Dr. Arthur Cukiert. Todos os direitos reservados. /
Responsável Técnico: Dr. Arthur Cukiert – CRM 57347
LEN COMUNICAÇÃO E BRANDING